O presente Blogue assume-se como o fiel depositário daquela que é a maior e a mais nobre de todas as artes, a Política, pois na sua essência é a esta a quem cabe o designio de proporcionar melhores condições de vida aos cidadãos, na busca incessante e irredutível por uma sociedade mais justa, fraterna, igual e solidária. Ai reside o primor da Política!
O debate político tem-se centrado ultimamente, ultrapassadas que estão as eleições europeias, na pergunta retórica se as eleições autárquicas e legislativas devem ser realizadas no mesmo dia. Pessoalmente, julgo que, meras razões economicistas não devem de maneira alguma prevalecer, ainda que num contexto de crise como aquela que vivemos, face às regras do jogo democrático. É uma questão de princípio. Ainda que alguns a advoguem e encarem como possibilidade, o seu fundamento baseado na via economicista torna-se injustificável. De mais a mais, actos eleitorais cuja índole é deveras diversa, devem ter lugar em tempos distintos. Uma coisa são as eleições para a Assembleia da República, cuja marcação da data compete ao Presidente da República, outra bem diferente são as eleições para as Autarquias Locais, da competência do Governo. Uma coisa são questõs locais, a ser derimidas nas Autárquicas, outra muita diversa são as questões nacionais, a serem debatidas no palco das Legislativas. Muito embora a elevada especulação em torno desta questão, o bom senso, entre os dois órgãos de soberania (PR e Governo) prevalecerá, pois, enfatizo que ambas as eleições serão disputadas em momentos temporais distintos, se bem que relativamente próximas nas datas, pela ordem que acima indiquei. Bem sei que ao PSD e à Dr.ª Manuela Ferreira Leite daria um grande jeito que ambos os actos eleitorais fossem disputados no mesmo dia, ou que nessa impossibilidade se realizassem primeiro as eleições autárquicas... Portanto, a ver vamos!
Não obstante nos últimos dias ter estado arredado da actividade bloguista, espaço temporal ao qual dediquei por inteiro ao gozo de umas merecidas e necessárias férias para retemperar forças e dinâmicas, regresso com o mesmo espírito de sempre e que pretendo dar continuidade, pois o caminho faz-se caminhando…
Em Democracia, como é sabido, somente existem dois resultados eleitorais possíveis: vitória ou derrota. Assim sendo, quero neste post, imbuído de um grande espírito e respeito democrático pelo qual procuro nortear todos os dias a minha conduta enquanto cidadão, dar os parabéns ao partido vencedor das últimas eleições europeias, o PSD, bem como ao seu cabeça de lista, Paulo Rangel. Confesso que, não estava nada à espera deste desfecho. As sondagens não o apontavam. O PSD nada fez para tal, refugiando-se num discurso inócuo e vazio sobre o projecto europeu, ao contrário do PS e de Vital Moreira que, diga-se em abono da verdade e partidarismos à parte, foram os únicos que centraram a sua campanha com um discurso virado para a Europa com propostas e ideias concretas sobre a mesma. Uma visão para a Europa teve Vital, o PS e a JS. Do PSD nada. O PSD e Rangel estiveram sempre sentados a assobia para ao ar, a aguardar que da bananeira caísse a banana, sem mover o que quer que fosse. Sem esperar, com surpresa e estupefacção, após o crivo dos votos, o PSD e os seus “generais”, até ai escondidos nos bunkers da Lapa, apressaram-se a aparecer, a reivindicar como sua uma vitória para a qual muito pouco ou nada contribuíram. Deram-se vivas à estratégia do silêncio, à notável capacidade de previsão da líder Manuela Ferreira Leite. Enfim, de besta passou a ser bestial. Como as coisas mudam em tão pouco tempo... Pese embora, as Europeias sejam um fenómeno político à parte, em que a sua real importância é ainda incompreensível para a maioria dos cidadãos, uma vez que os partidos da oposição se limitam a fazer destas eleições uma voz de protesto relativa à política nacional e não europeia, mas com esse falso pressuposto aproveitam para eleger eles os seus deputados ao Parlamento Europeu, sem o povo se aperceber. Sócrates tem razão quando diz que é preciso manter o rumo. Não duvido disso. A tempestade da crise financeira e económica mundial que atravessamos impõe que o Governo a combata, com as reformas e as medidas necessárias e tendentes a menorizar os fortes impactos que está a ter no nosso país, fruto das políticas neoliberais praticadas pela Direita, veja-se onde tudo começou e quem são os responsáveis e apure-se a verdade dos factos, não recorrendo ao velho truque de atirar areia para os olhos para induzir em erro. Nas eleições Europeias esse truque surtiu efeito. Aquando estivermos a discutir a governabilidade do país, e a avaliação do mandato de Sócrates e do PS, convicto estou que os cidadãos não pensarão duas vezes. O PSD espelhado no passado recente e tortuoso de Ferreira Leite não é solução, todos sabemos. PCP e BE, devem unicamente a sua existência ao facto de serem partidos anti-poder que, se algum dia lá chegarem tornam-se num epifenómeno tal qual o extinto PRD. O CDS de Portas é mais do mesmo. Olhando à volta, vemos que a solução é o PS. A solução para as Legislativas e para Primeiro-Ministro é só uma e chama-se: José Sócrates.
"Já não era sem tempo" e "mais vale tarde do que nunca" são expressões que não raras as vezes pronunciamos. Neste caso particular e na perfeição aplicam-se para me cingir ao facto de “A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) considera que a TVI desrespeitou as normas ético-legais do jornalismo misturando factos e opinião em várias edições do "Jornal Nacional", alvo de queixas analisadas pelo organismo”. Sobre este mesmo assunto tive oportunidade de em devido tempo me pronunciar, pelo que, sem mais delongas, considero que a ERC procedeu em conformidade com aquilo que penso sobre este Jornal Nacional da TVI apresentado por uma assumida má jornalista, de seu nome Manuela Moura Guedes (MMG). A TVI e MMG têm exercido um libelo acusatório permanente sobre a idoneidade do Primeiro-Ministro, José Sócrates, altamente tendencioso e imparcial, sem provas, não se importando de condenar na praça pública um homem que, como qualquer cidadão, até prova em contrário, goza da chamada presunção de inocência. Espero que esta posição da ERC venha a ter consequências junto da TVI e de MMG. Quantos aos cidadãos estes já emitiram a sua opinião, basta percorrer a blogosfera e o youtube referente à discussão em público com Marinho Pinto e verificar.
Marinho Pinto teve razão quando disse que MMG "faz um péssimo jornalismo", posição agora ratificada pela ERC.
Com categoria e superior classe, a União de Leiria, maior embaixador da cidade de Leiria e do Distrito no que ao desporto rei diz respeito logrou hoje obter a subida à I Liga. Perante uma segunda volta hercúlea, liderada pelo mítico avançado leonino Manuel Fernandes, a União de Leiria, na ultima jornada e in extremis conseguiu chegar ao patamar onde se encontram os grandes do futebol português. Assim, fica lavrado para a posterioridade os meus parabéns à União de Leiria, o orgulho de uma cidade e de um Distrito, futebolisticamente falando.
Há cerca de mês e meio escrevi neste Blogue o seguinte pensamento que, tenho a ousadia de chamar à colação, uma vez que, o presente momento, o impõe:
Hoje é Sexta-Feira, como tal, é dia do fastidioso, insípido e deveras parcial “Jornal Nacional de 6ª Feira” da TVI, uma estação de televisão, que exerce de algum tempo a esta parte uma campanha feroz e sem precedentes sobre a honorabilidade e a integridade do Primeiro-Ministro, José Sócrates, julgando permanentemente o seu bom-nome em praça pública, sem prestar provas cabais, mas baseada a sua acção em meras e insuficientes suspeições, num comportamento que não visa a informação livre mas privilegia a dúvida e a confusão nos incautos cidadãos que, ainda possuem alguma dose de paciência para assistir. E, se for o seu caso, gabo-lhe a perseverança, pois não é preciso ter uma varinha mágica nem possuir dotes de adivinho para verificar que mais logo, à semelhança das edições anteriores, a abertura do dito “show televisivo” será pautada uma vez mais pelo caso Freeport e por José Sócrates. Se este meu prenúncio fosse compatível com o Euromilhões estaria, evidentemente, milionário! A ver vamos!
Pois bem, Marinho Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados, sem papas na língua, disse na cara de Manuela Moura Guedes o que todos pensam dela mas não têm coragem para o dizer abertamente. Em devido tempo, fi-lo neste meu espaço, porque julgo que, nenhuma estação de televisão nem muito menos Manuela Moura Guedes tem o direito de perseguir seja quem for sem as devidas e comprovadas provas, tomando para si, um papel que deve caber em primeira e única instância à Justiça. O Jornalismo, pese embora, de investigação deve ter como principal intuito a informação imparcial dos cidadãos, não o seu contrário. Com a devida vénia a Marinho Pinto, digo que tenho orgulho no que disse, haja alguém neste país com coragem, para dizer a Manuela Moura Guedes o que há muito esta desajeitada “Jornalista” travestida de opinion maker merecia ouvir “tête à tête”. Convidar pessoas para entrevistas, para as constantemente interromper, quebrando raciocínios e, ao mesmo tempo, emitindo opiniões, dão uma péssima imagem do que não deve ser o Jornalismo, ainda para mais emitido em horário nobre. Termino dizendo que Marinho Pinto deu uma inestimável lição a Manuela Moura Guedes que, após longas semanas, a dizer o que quer, ouviu, desta vez, o que não quer!
Sinceramente não esperava que numa simples aula de história, onde os alunos supostamente vão para aprender História e não outra coisa qualquer, uma dita professora responsável por leccionar a matéria para a qual é remunerada se deleite a tecer comentários e observações sobre orgias sexuais a miúdos com 12 anos de idade. O dito comportamento chegou aos holofotes da ribalta e ao conhecimento público, uma vez que, a conversa dessa “aula” sobre sexo, quando deveria ser de História, foi gravada por uma aluna que havia alertado os pais para a reincidência da professora em misturar assuntos relacionados com sexo e a vida intima dos alunos em plena aula de História. Ao querer avançar com uma queixa-crime contra a aluna do 7.º ano que gravou a aula onde proferiu as polémicas declarações de cariz sexual, a docente quer apagar da memória o quão errada esteve em proferir tais comentários de uma matéria que se saiba não consta dos conteúdos programáticos da disciplina de História. De mais a mais, ao utilizar expressões como “estás na minha lista” e coisas do género transmite uma situação de abuso de poder atroz sobre os alunos. A atitude perfilhada por esta docente de Espinho deve envergonhar e merecer de toda a classe dos professores uma séria e inequívoca reprimenda, sendo punida, está claro, com processo disciplinar. Quer tenha sido ou não instigada pelos alunos, um professor dentro de uma sala de aula está ali para ensinar e transmitir da melhor forma os conteúdos relacionados com a disciplina sobre a qual lecciona, não para se imiscuir sobre assuntos que não são da sua competência nem domínio.